Inspiral Cafe

Just to let you know I’ll be volunteering at Inspiral Cafe in Camden Town. Sarah Veniard is the mentor of a project to build a roof garden at the cafe located near Camden Market. If allowed, I’ll be taking photos and making reports of the progress of this interesting and ambitious project.

Peace,

Moonbah

London Permaculture Festival

O primeiro festival/encontro de permacultores em Londres realizou-se no dia 22 de Agosto na Cecil Sharp House, perto de Camden Town. Sendo Camden uma área defensora do movimento “Transition Towns”, fez todo o sentido servir de anfitriã deste festival. Este evento tinha como propósito informar os cidadãos acerca de Permacultura e afins, quais as medidas a tomar para diminuir o nosso impacto no meio que nos rodeia, como onde e o que se deve ou não reciclar, dar a conhecer os projectos de voluntariado, etc.

As minhas primeiras impressões deste encontro foram a falta de organização em termos de layout, as bancadas não estavam devidamente identificadas, havia uma certa confusão dentro do edifício e não havia informação na rua para orientar as pessoas até ao evento.
Tudo isto citado anteriormente não belisca a vontade da organização do evento em partilhar e divulgar este conceito que tem tudo para se tornar numa ferramenta fundamental num futuro próximo, especialmente tendo em conta os recentes desastres ambientais das últimas semanas.

Fiquei bastante surpreendido com o número de projectos em desenvolvimento por toda a cidade de Londres. Existem projectos em Tottenham, Finsbury Park, Hackney, Lambeth, Brixton, Hounslow, Camden Town, para citar apenas alguns. É extraordinário como as pessoas estão cada vez mais interessadas em fazer algo para mudar a situação actual, desde organizar passeios de bicicleta por florestas a projectos comunitários com o apoio das autoridades locais, seja ele monetário ou ao nível de infra-estruturas, criação de redes de bancos de sementes ou voluntariado num enorme número de hortas comunitárias em Londres. O que realmente interessa é agir, sujar as mãos, ajudar e aprender.

Enquanto escrevia parte deste texto sentei-me em frente à bancada do café/chá e bolos. Era claramente a mais concorrida, ou não estivéssemos nós em terras de sua majestade. Os bolos desapareceram em menos de 2 horas e o café e chá não chegava para saciar os presentes. Devo dizer que os bolos eram óptimos, experimentei 2 deles, um de cenoura e coco e outro de morangos. Convém salientar que todos os produtos alimentares utilizados neste evento eram provenientes apenas de Londres e arredores, para diminuir o impacto ambiental e promover as hortas comunitárias urbanas.

De salientar que a idade média dos presentes rondava os 50 anos de idade, parecia que tinha entrado numa reunião de hippies, 35 anos depois do Flower Power. Talvez seja este sentimento nostálgico que os torna uns ávidos aprendizes acerca de tudo o que tenha a ver com um modo de vida alternativo.

Tratando-se do primeiro festival deste género em Londres, o número de participantes foi bom, mas espera-se que para o ano haja um melhoria por parte da organização em termos de divulgação e organização.

PermaBlitz!

Ora aqui está uma bela ideia que tem como origem um grupo de pessoas interessadas em aprender e transmitir o conhecimento adquirido sobre permacultura.

O que significa Permablitz?

Permablitz (noun):Um encontro informal com uma duração de um dia em que um grupo de pessoas se reúne para concretizar o seguinte:

* criação ou remodelação de jardins produtivos em casas particulares;
* partilha de habilidades e técnicas relacionadas com permacultura e modo de vida sustentável;
* aprender brincando;

Permablitzes são encontros gratuitos, abertos ao público em geral, onde se aprende um pouco sobre permacultura, técnicas, planeamento, partilha de comida tipo piquenique, onde se pratica exercício físico e quando acaba as pessoas vão para casa com o sentimento de que ajudaram a mudar algo, que fizeram a diferença na vida de alguém.

Como começou a Permablitz

Decorria o  ano de 2006 quando nos arredores de Melbourne um permacultor, de seu nome Dan Palmer, se juntou a um grupo comunitário da América do Sul. Dan Palmer completou o curso de permacultura e design (também conhecido como PDC) em 2005, tendo como professores Bill Mollison e Geoff Lawton. Inconformado com o rumo da sua vida académica, dedicou-se de corpo e alma à permacultura e às suas filosofias de vida. Mudou de casa, deixando para trás um apartamento no 5º andar e decidiu alugar uma casa com jardim para poder pôr em prática o que tinha aprendido no PDC. Quando começou a frequentar esta associação perto da sua nova casa, os associados ficaram fascinados com o entusiasmo com que Dan falava sobre Permacultura, esta prática alienígena para eles até esse momento. Curiosos por saber ao pormenor como pôr em prática a informação recebida, Dan recebeu em sua casa pessoas da associação para poderem testemunhar os benefícios de uma prática benigna para o ambiente, local onde Dan e os seus companheiros tinham um jardim repleto de vegetais e fruta a florescer numa casa urbana. Ao observarem tal “milagre” criaram o grupo Permablitz juntamente com o Dan.

A primeira pessoa a usufruir desta remodelação de jardins foi uma senhora chamada Vilma de El Salvador. Desde então estes encontros têm-se espalhado por toda a cidade de Melbourne, Sydney, Adelaide, Alice Springs, Darwin, França e até no Uganda.

Quem pode participar nos Permablitzes?

Toda e qualquer pessoa pode ajudar. Habilidades ou capacidade física não são obstáculos, basta comparecer e contribuir da melhor forma possível. Todo o tipo de pessoas costuma aparecer nesta tipo de actividade, desde bebés a cidadãos séniores. Como toda a gente precisa de parar para almoçar, essa altura torna-se importante para troca de ideias e criação de laços de amizade, pois as pessoas presentes têm interesses em comum, como por exemplo jardinagem, sustentabilidade, comida, etc.

O que acontece no dia do Permablitz?

Todos os encontros são diferentes. Antes de começar é explicado o plano de design a ser seguido e as ideias por detrás do mesmo, depois mãos à obra. Existem tarefas como remoção de ervas daninhas, plantação de árvores de fruto, escavação de caminhos e valas, plantação de vegetais sem necessidade de escavação e implementação de sistemas de recolha de água. É demonstrado o que fazer através de workshops relacionadas com as actividades do dia. É muito importante trabalhar em equipa, pois como os ingleses dizem “there is no I in Team”, ou seja, não existe lugar para o ego, apenas união entre pessoas com o mesmo objectivo. O anfitrião providência o almoço – para quem quiser trazer comida para partilhar, pode fazê-lo é claro, mas não é obrigado. Por volta das 16h cessam todas as actividades, agradecendo a todos a sua participação e esforço, confiantes de que aprenderam abordagens novas para pôr em prática nos seus próprios espaços.

Como participar?

É muito simples participar num evento deste tipo (para quem vive na Austrália é claro). Basta subscrever a newsletter da Melbourne Permablitz para ficar a saber onde serão os próximos permablitzes ou até cursos de introdução à Permacultura. Ou então basta estar atento ao website para mais informações.

Como tornar-se anfitrião?

Se uma pessoa tiver ajudado em 3 ou mais permablitzes, então fica eligível para receber uma remodelação no seu próprio jardim. Permablitz baseia-se num sistema de apoio recíproco voluntário. Depois de frequentar alguns permablitzes é designado um permacultor que elabora um plano, promove e coordena durante o dia de implementação do projecto, DE GRAÇA. É um bom negócio não é? 3 dias de voluntariado=um dia de remodelação no próprio jardim.

Antes e depois de cada projecto: Passos a serem seguidos

Cada encontro faz parte de um longo processo que inclui uma visita prévia ao local de permacultores, organização de antemão de materiais a serem usados durante o projecto e visitas pós implementação para ver como o jardim está a desenvolver.

Design de permacultura

Para manter a autenticidade do conceito, cada evento tem de ter presente uma pessoa que tenha completado o PDC, a mais básica qualificação em permacultura.

Seria óptimo conseguir introduzir esta ideia em Portugal. Uma boa oportunidade de poder enfrentar dúvidas interiores e pôr em prática o conhecimento adquirido no curso de PDC. Eu falo por mim, pois tenho tido dificuldade em praticar esta filosofia por falta de confiança em mim próprio e porque a melhor maneira de aprender para mim é através da prática. Food for thought, não acham? O que pensam vocês deste projecto algo inovador no nosso país? Acham que eram capazes de participar neste tipo de acções comunitárias nas vossas cidades?

Nuno

Derek Sivers on TedTalks

Este vídeo é muito interessante pelo simples facto de demonstrar como começar um movimento cívico! Explica que um líder é sempre importante mas não menos importante é a primeira pessoa que se junta a ele. O primeiro membro do movimento é a acção mais importante de um líder para poder desenvolver o seu projecto.

Pedido de desculpas!

Quero pedir desculpas por não ter adiantado o blogue. Estou a atravessar uma fase de remodelação do circuito neurocerebral, a tentar perceber algumas experiências pelas quais tenho passado e qual a melhor medida a tomar. Espero voltar com mais força e energia.

Pensar cansa, chiça penico!!!

Permacultura 1ª parte

O conceito Permacultura teve o seu início em 1979, tinha eu apenas um ano de vida, tem vindo ultimamente a ganhar respeito e adeptos pela maneira como actua no meio ambiente. Os autores desta preciosa prática são Bill Mollison e David Holmgren, ambos australianos. Bill mollison nasceu na Tâsmania em 1928 e é um pesquisador, autor, cientista, professor, naturalista e é considerado o pai, junto com David Holmgren, desta prática, um método holístico para planear, actualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis. David Holmgren e Bill Mollison seguiram caminhos diferentes, ambos interpretando alguns aspectos desta prática em discordância um do outro, daí Bill Mollison ter os seus princípios que diferem, mas não muito de David Holmgren.
Graças à observação, interacção de espécies, conciliação de velhas práticas agrícolas com práticas actuais, design, agricultura biológica e muito mais, apresenta-se como uma forte alternativa aos métodos actuais praticados pela maior parte dos agricultores pelo mundo fora.

Um dos princípios desta filosofia de vida é a mudança de uma agricultura baseada em monocultura para uma que aposta em policultura, onde se quer uma maior diversidade de plantas e árvores evitando, em termos económicos, uma perda substancial da colheita em casos de pragas e condições climatéricas adversas à prática.

Um terreno onde exista uma boa variedade de árvores terá com certeza maior número de insectos auxiliares que equilibram a biosfera desse mesmo local.
Ao insistir em monocultura e na utilização de químicos eliminamos certas pragas mas perdemos também auxiliares benéficos para o meio ambiente.

Moonbah

Curso de Permacultura!

Eis o curso que pretendo frequentar em Julho deste ano!

O Instituto de pesquisa de Permacultura localizado no estado de Nova Gales do Sul, na Austrália, dirigido pelo Geoff Lawton e Nadia Lawton  tem agora disponível um curso de 10 semanas de estágio com o objectivo de desenvolver um conhecimento mais específico sobre Permacultura. Uma óptima oportunidade de criar bases para uma futura carreira como consultor de projectos privados ou como ajudante nos mais diversos projectos de ajuda comunitária além fronteiras.,

O currículo do curso irá abranger as áreas de :

  • Design detalhado e Consultadoria
  • Levantamento topográfico
  • Como construir dique, swale, mini barragens, etc
  • Implementação de projecto de ONG´s
  • Silvicultura de exploração agrícola
  • Sistemas de estufas
  • Sistemas animais, pequenos e grandes
  • Sistemas de cercas
  • Colheitas principais
  • Florestas como produtoras de comida
  • Produção de madeira para consumo
  • Horta de auxílio à cozinha
  • Sistemas urbanos
  • Agricultura de jardim
  • Design arquitectónico
  • Arquitectura Ecológica
  • Sistemas de captação e tratamento de água
  • Cultura aquática
  • Implementação de grupos comunitários
  • Compostagem

A comida é providenciada pelo PRI, maioritariamente biológica, com opção de carne ou vegetariano.

Parque de campismo com telhado para abrigo do clima tropical da região.

O único requisito exigido é possuir um certificado do curso de design de permacultura.


Serei maluco ao pensar em frequentar um curso destes, tendo em conta as alterações climatéricas e a falta de ligação às raízes, à natureza? Eu penso que não. Espero completar o curso e transmitir este conhecimento a todos os interessados. Este curso ajudará também à concretização dos dois projectos de hortas comunitárias, em Setúbal e Almada. Depois de conseguir eliminar os meus little demons e dúvidas, irei ver com clarividência qual o meu verdadeiro caminho, pois não arriscar é perder uma oportunidade única para poder absorver mais conhecimento e pô-lo em prática no dia-a-dia.

Gostava de saber a vossa opinião, obrigado.

Moonbah